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Trump exige investigação sobre espionagem do FBI em campanha republicana

- 21 de Maio por EFE

EFE - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigiu neste domingo que o Departamento de Justiça investigue se o FBI se infiltrou na campanha republicana nas eleições de 2016 por motivos políticos, abrindo um novo capítulo na briga da Casa Branca com os dois órgãos federais.

"Exijo, e farei isso oficialmente amanhã, que o Departamento de Justiça investigue se FBI/DOJ infiltraram ou vigiaram a campanha de Trump por motivos políticos, e se algum desses pedidos ou solicitações foi feito por gente do governo de (Barack) Obama", disse Trump.

A mensagem publicada no Twitter faz parte de uma série de provocações feitas por Trump sobre o caso nos últimos dias. Ele acusa o FBI de "em várias oportunidades" ter se infiltrado em sua campanha eleitoral. Apesar de não apresentar provas, o presidente diz que o caso pode ser maior que o Watergate, o escândalo que culminou na renúncia do ex-presidente Richard Nixon.

O pedido formal de investigação ocorre depois de semanas de negociações entre o Departamento de Justiça e o presidente do Comitê de Inteligência da Câmara dos Representantes, Devin Nunes.

Aliado de Trump, o congressista pediu ao órgão que entregue todos os documentos relacionados ao informante que trabalhou para o FBI no que se refere à campanha eleitoral do agora presidente.

O Departamento de Justiça se negou a enviar os documentos, alertando que a divulgação da identidade do informante pode ter consequências graves em várias operações do FBI.

Historicamente, o Departamento de Justiça operou com independência em relação à Casa Branca. Por isso, os presidentes não supervisionam ou influem nas investigações conduzidas pelo órgão.

Se o pedido de Trump for negado, o abismo entre os dois órgãos e a Casa Branca deve se aprofundar ainda mais.

O caso

Os jornais "The New York Times" e "The Washington Post" dizem que o informante, um professor americano que dá aulas no Reino Unido, não teria se infiltrado na campanha de Trump, mas sim feito contatos superficiais com três assessores para tentar contribuir com a investigação sobre os vínculos com a Rússia.

Os dois jornais decidiram não revelar a identidade do informante devido aos alertas do FBI de que a exposição poderia colocar a vida dele ou de seus contatos em risco.

Segundo o "Post", o informante entrou em contato com o copresidente da campanha de Trump, Sam Clovis, e com dois assessores de política externa do republicano, Carter Page e George Papadopoulos, um dos condenados posteriormente na investigação feita pelo promotor especial Robert Mueller sobre o caso.

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