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Ministro diz que ex-PM e vereador são investigados por morte de Marielle

08:13AM - 11 de Maio por Js Edição

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse na quinta-feira, 10, que a investigação sobre os assassinatos da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista, Anderson Gomes, na noite de 14 março, “está chegando na sua etapa final”. Jungmann confi rmou que o vereador Marcello Siciliano (PHS) e o ex-policial militar Orlando Oliveira de Araújo, o Orlando de Curicica, estão entre os investigados.

O jornal O Globo publicou na última terça-feira, 8, que uma testemunha apontou Siciliano e Orlando como mandantes dos assassinatos. “Eu acredito que, em breve, vamos ter resultados”, afi rmou o ministro, após presidir a primeira reunião da Câmara Intersetorial de Prevenção Social e Segurança.

Perguntado sobre a participação do vereador e do ex-PM, que lidera uma milícia na Zona Oeste da cidade, Raul Jungmann lembrou já ter mencionado que o crime apontava para a atuação de grupos paramilitares. “Não estou dizendo que são esses especifi camente. Agora, tem dois níveis que tenho que observar: um é o do jornalismo e as suas informações que, evidentemente, têm que ser investigadas. E outro é a pró- pria investigação em si sobre a qual a gente, por óbvios motivos, não tem aqui como fi car comentando. O que eu posso dizer é que estes e outros todos são investigados”, disse.

Na quarta-feira, 9, Marcello Siciliano negou participação no assassinato. “Quero expressar minha indignação como ser humano. Estou perplexo. Minha relação com a Marielle era muito boa. Podem buscar as câmeras da Câmara. Ela sentava na minha frente, a gente conversava muito, se abraçava, se beijava. Nunca teve confl itos políticos. Ela participou da minha festa de aniversário.

Estou sendo massacrado nas redes sociais. Mais do que nunca, quero que o caso seja resolvido” disse Siciliano, em entrevista coletiva convocada por ele em um prédio no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio. Sobre a situação de violência no Rio de Janeiro, que passa por uma intervenção federal na segurança pública, Jungmann disse que a percep- ção da mudança ainda não alcançou a maioria da população. “Mas as medidas saneadoras estão sendo tomadas e elas vão apresentar resultados.

É preciso ter confi ança e entender que está no rumo certo e nós vamos ter redução, sem sombra de dúvida, da violência e insegurança no Rio de Janeiro proximamente”, afi rmou. “Quando isso vai acontecer? Quando germinarem o resultado das ações que estão sendo feitas, inclusive, refundando praticamente as polícias do Rio de Janeiro, reestruturando o sistema carcerário que estava um caos”, completou.

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