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Mark Zuckerberg diz que não vai deixar o comando do Facebook

- 10 de Abril por AP

AP - Facebook precisa e vai mudar para reconquistar a confiança dos usuários. Foi o que deixou claro Mark Zuckerberg em entrevista ao The Atlantic. Ele falou sobre o escândalo do uso inapropriado de dados – envolvendo a Cambridge Analytica –, fake news e manipulação russa nas eleições dos Estados Unidos. “Eu me sinto muito mal e lamento por não termos feito um trabalho melhor em descobrir a interferência russa nas eleições de 2016”, disse Zuckerberg. E ao contrário do que alguns investidores gostariam, ele afirma que não vai deixar o comando da empresa.

Para superar esses escândalos, o executivo irá abrir a empresa para uma análise minuciosa do público. “Estou muito confiante que poderemos resolver esses problemas”. Uma das ações a ser adotada pela companhia será dar a um comitê de acadêmicos independentes acesso aos  dados da rede social, permitindo que os pesquisadores estudem seus efeitos na democracia e nas eleições. O Facebook diz que não poderá vetar os estudos antes da publicação.

Isso faz parte de uma nova mentalidade da empresa, que, segundo Zuckerberg, agora entende que também seu papel garantir que todas as ferramentas estejam sendo “usadas de uma boa maneira”. “Você não pode apenas dar voz às pessoas. Você também precisa se certificar que aquela voz não está sendo usada para interferência estrangeira nas eleições ou para disseminar notícias falsas”. 

De acordo com o CEO, os erros de 2016  foram causados em parte uma falha de imaginação. A equipe da rede social pegou a Rússia tentando interferir nas campanhas, mas não entendeu em que escala isso estava acontecendo. “Demoramos para identificar esse novo tipo de ataque. Precisamos antecipar isso no futuro”. Para ajudar nesse ponto, a rede social está desenvolvendo novas ferramentas de inteligência artificial. Assim, não dependerá apenas de alertas dos usuários.

Mas ainda é preciso fazer mais. "Dada à importância das eleições, especialmente 2018 – quando grandes eleições serão realizadas nos Estados Unidos, Índia, Brasil, México, Paquistão, - pensamos que isso não é o suficiente", disse Zuckerberg. Então a rede social adotará outras medidas, como exigir que donos de grandes páginas forneçam suas identidades e respondam a uma carta enviada por correio. "Enviaremos fisicamente um código para onde você diz que vive. Você terá que acessar o código que lhe enviaremos para poder exibir um anúncio", disse Zuckerberg. "Acho que essa medida será bastante eficaz para evitar que alguém na Rússia, por exemplo, minta dizendo que está nos Estados Unidos, podendo fzer campanhas para as eleições daqui."

Além disso, a rede social irá mostrar aos usuários mais informações sobre cada anúncio político, como o valor gasto em cada post patrocinado. Para Zuckerberg, isso significa “um padrão de trasparência maior do que existe na TV ou mídia impressa”.

Zuckerberg tem controle quase total da empresa que está passando por sua maior crise de seus 14 anos. As ações da companhia caíram 14% desde que o caso envolvendo a Cambridge Analytica ganhou os noticiários. O executivo é dono da maior parte das ações com direito a voto. Um investidor da empresa, Scott Stringer, titular da controladoria da cidade de Nova York, afirmou na semana passada que o Facebook deveria mudar a estrutura de comando da empresa, incluindo Mark Zuckerberg. Mas isso não está nos planos do CEO. “Também tivemos muitas complicações nos últimos 14 anos construindo o Facebook. Tudo começou em um dormitório, agora é uma comunidade sem precedentes. Estou muito confiante de que poderemos resolver esses problemas”.

Na terça-feira, Zuckerberg deve comparecer em uma audiência conjunta dos Comitês de Justiça e Comércio do Senado dos EUA. Na quarta, será a vez do presidente do Facebook se apresentar ao Comitê de Energia e Comércio da Câmara dos Deputados. Ele nunca foi ao congresso antes e diz odiar falar em público. Por isso, passou por um treinamento de carisma com uma equipe de advogados famosos e um ex-assesor de George W. Bush, segundo o New York Times.

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