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Japão prepara execução de membros de culto religioso por trás de atentado em 1995

- 22 de Março por AP

AP - O Japão está preparando a execução de até 13 integrantes de um culto responsável pelo ataque com agente sarin no metrô de Tóquio há exatos 23 anos nesta terça-feira, que deixou 13 mortos e milhares de pessoas intoxicadas. Alguns dos membros do Aum Shinrikyo ("Verdade Suprema", em japonês) foram transferidos para instalações fora da capital, o que aumentou a especulação da mídia local sobre a iminente execução, que seria realizada com enforcamento dos criminosos.

Não há confirmação de que a execução será feita nesta terça-feira, já que no Japão normalmente esse tipo de punição é mantido em sigilo até os momentos finais. O Japão não costuma executar detentos até que todos os réus sejam julgados, o que aconteceu em janeiro deste ano. Em outros casos, os presos foram mantidos por anos no corredor da morte, e foram informados apenas horas antes do enforcamento.

O grupo Aum Shinrikyo era um culto religioso violento de ideologia apocalíptica cujos ritos tinham viés religioso sincrético, misturando elementos do cristianismo, budismo e hinduismo. Seus integrantes defendiam confrontos com o Estado japonês como início do fim da civilização. Em 20 de março de 1995, os membros usaram guarda-chuvas com pontas afiadas para perfurar sacos cheios de agente sarin em estado líquido em cinco vagões do metrô em horário de pico de Tóquio.

Na época, 13 membros do grupo foram condenados à morte. Sete foram transferidos para prisões fora de Tóquio. O líder do grupo, Shoko Asahara, de 63 anos, ainda será transferido.

CONDENAÇÃO EXTERNA

A Anistia Internacional protestou contra a medida.

— O marco de uma sociedade civilizada é o reconhecimento dos direitos de cada indivíduo, até mesmo dos responsáveis por crimes hediondos — disse o pesquisador da Anistia para o Leste Asiático, Hiroka Shoji. — A pena de morte nunca deve ser considerada justiça, já que é o ápice da negação dos direitos humanos.

Entidades da sociedade civil também advogam pela comutação das penas dos criminosos, com exceção do líder Asahara, exigindo que o governo suspenda a pena de morte e implemente sentenças perpétuas:

— Asahara era o cérebro e os outros 12 eram meros braços — sustenta Taro Takimoto, da direção da Sociedade Japonesa pelo Culto à Prevenção e Recuperação, que foi vítima do ataque em 1995.

Ao ser questionado sobre a pena de morte na ONU, o governo japonês defendeu sua soberania para tomar decisões independentes:

"A maioria do povo japonês considera a pena de morte como inevitável no caso de crimes extremamente hediondos e, portanto, o Japão atualmente não tem planos para estabelecer um fórum para discutir o sistema de pena de morte", disse o governo em resposta formal.

 

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