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Brasileiro preso na Venezuela, quis chamar a atenção para sua ONG

08:17AM - 12 de Janeiro por Js Edição

O brasileiro Jonatan Moisés Diniz, 31 anos, afi rmou que sua prisão pelo governo da Venezuela foi planejada para chamar atenção para as ações de sua ONG, a Time to Change the Earth (Hora de mudar a Terra, em tradução livre). Diniz ficou preso por 11 dias na Venezuela, sem contato com advogados ou com diplomatas brasileiros.

A revelação foi feita em um vídeo de pouco mais de cinco minutos exibido pela ONG durante apresentação em Balneário Camboriú, sua cidade sede, e confi rmada ao Estado na quinta-feira, 11, pela presidente da Organização, Veridiana Maraschin. “O que eu vou falar aqui é bomba”, diz Jonatan no começo da gravação.

“Se eu fui pra lá e fui preso é porque eu incitei ser preso. Eu planejei ir para a Venezuela, chamar atenção e ser preso. Realmente, admito aqui que sozinho, com o dinheiro que eu tinha e com o dinheiro dos meus amigos, não daria pra salvar muita gente. Não daria pra salvar nem cem crianças”, justifi ca Diniz.

“Num ato não desesperado, mas num ato sem medo eu fui para a Venezuela e ajudei o máximo possível de pessoas”, afi rma. “Os olhares precisam ser desviados para elas e não terem foco no Jonatan. O objetivo da ONG é fazer com que as pessoas doem e se doem mais, independente do local em que se encontram”, afirmou.

Veridiana também questionou a informação de que Diniz teria um histórico de problemas psiquiátricos. “Conheço o Jonatan há anos e tenho certeza que se isso fosse verdade ele, assim como a sua família, teria me contado”, afi rmou. Ainda no vídeo, brasilei- ro afi rma que com sua ação “enfrentou de cara” pessoas poderosas no país, que são ligadas ao presidente (Nicolás Maduro) e às Forças Armadas. “Como eu já esperava, iam me colocar na cadeira”.

“Eu fui pra cadeia porque queria, justamente para acon- tecer essa repercussão, pra vocês prestarem atenção que tem crianças morrendo de fome lá. Sozinho, minha voz não teria poder para chegar a essa gente e tentar salvar es- sas crianças”, continua Diniz. “O plano deu absolutamente certo. Me desculpem por deixar as pessoas ansiosas, mas eu digo assim: os fins justificam os meios. Foram 11 dias de apreensão, 11 dias de orações e eu sei que muita gen- te se preocupou.

Só que minha vida não é nada. Tem criança morrendo todo santo dia lá”. Já perto do fi m da men- sagem, o brasileiro diz ter provas de que antes de viajar à Venezuela avisou uma ex-namorada sobre o plano - segundo ele, ela era única que sabia de suas intenções. “O que eu fiz foi por mim, pelas crianças, para espalhar notícias boas”.

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