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Autor de ataque em Nova York jurou fidelidade ao EI

- 12 de Dezembro por EBC

O suspeito da explosão na manhã de segunda-feira (11) em Nova York, Akayed Ullah, jurou fidelidade ao Estado Islâmico (EI) enquanto era interrogado pelas autoridades, de acordo com a CNN. Mais cedo, Ullah, 27, havia dito aos investigadores que as ações militares israelenses em Gaza eram o motivo pelo qual ele realizou o ataque e que agiu por vingança.

A explosão ocorreu perto do movimentado terminal de ônibus de Port Authority, em Nova York, na manhã de segunda-feira. Quatro pessoas ficaram feridas, incluindo o suspeito, que foi detido em estado grave.

O ex-motorista de táxi é natural de Bangladesh e, segundo o chefe de polícia do país, não tinha antecedentes criminais. Mas o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, disse que a explosão foi uma tentativa de ataque terrorista. De acordo com as autoridades, o suspeito explodiu um dispositivo de pouco refinamento tecnológico para tentar provocar um atentado de grandes proporções, sem sucesso.

Segundo o “New York Post”, Ullah disse a autoridades que agiu por vingança. “Eles bombardearam meu país e eu queria causar danos”, teria dito.

Agentes do FBI e policiais revistaram três apartamentos no Brooklyn ligados ao suspeito, incluindo o local onde ele pode ter montado seu dispositivo explosivo, disse o “New York Post”. Segundo a CNN, Ullah disse à polícia que fez o dispositivo no local de seu trabalho.

O governador de Nova York, Andrew Cuomo, pediu o reforço da segurança em aeroportos, pontes, túneis e meios de transportes. Para Cuomo, não importam os motivos citados, e sim que sua raiva levou o suspeito a uma situação extrema. “Sempre teremos pessoas com raiva”.

James O’Neill, comissário do Departamento de Polícia de Nova York, disse que o suspeito, morador do Brooklyn, carregava os explosivos amarrados ao corpo. Já o “New York Post” diz que o terrorista detonou a bomba caseira numa passagem de pedestres perto do terminal Port Authority, que atende mais de 230 mil de pessoas por dia.

Originário da cidade de Chittagong, em Bangladesh, Ullah é residente legal dos EUA e tinha licença para trabalhar como taxista entre 2012 e 2015. A polícia de Bangladesh informou que ele visitou o país em setembro. Ullah recebe atendimento médico num hospital para queimaduras nas mãos e no abdômen. As três vítimas tiveram ferimentos leves.

Após o atentado, Sarah Sanders, porta-voz da Casa Branca, defendeu a proposta de reforma migratória de Donald Trump. “Esse ataque mostra a necessidade de o Congresso trabalhar com o presidente nas reformas de imigração que aumentam a segurança nacional e pública”.

Tensão no ar

O ataque de segunda-feira ocorreu menos de seis semanas após um atentado mortal em Manhattan, no dia 31 de outubro.

Durante o Halloween, um ataque com caminhonete deixou oito mortos e 12 feridos no sul de Manhattan. Foi o primeiro ataque mortal em Nova York desde o 11 de setembro de 2001.

Sayfullo Saipov, um uzbeque de 29 anos, invadiu com um veículo alugado uma pista de ciclismo ao longo do rio Hudson, atropelando ciclistas e transeuntes.

O suspeito, que havia prometido lealdade ao EI, foi preso e pode ser condenado à prisão perpétua.

 

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