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Igreja Universal acusa emissora portuguesa de fazer campanha difamatória

- 12 de Dezembro por FOLHAPRESS

FOLHAPRESS - A Igreja Universal do Reino de Deus se posicionou oficialmente sobre a reportagem elaborada pela emissora portuguesa TVI que acusa o grupo religioso de promover adoções ilegais de crianças. De acordo com a nota de esclarecimento divulgada no site da igreja, a reportagem do veículo é baseada no relato e colaboração de um antigo bispo da Universal, Alfredo Paulo Filho, que saiu da instituição em 2013 por "condutas impróprias". Segundo o texto, o sujeito que foi fonte da reportagem já pratica uma campanha difamatória contra a Universal há alguns anos.

O conteúdo da TVI faz parte da série de reportagens O segredo dos Deuses, com dez matérias. O material foi baseado em um processo de pesquisa que comprovaria a existência de uma rede de adoções ilegais comandada por bispos e pastores da Universal e responsável por levar crianças portuguesas para outros países. A igreja se defende afirmando que as adoções em questão foram decretadas pelo Tribunal de Família e Menores de Lisboa, na capital portuguesa, e encaminhadas pela Segurança Social e pela Santa Casa de Misericórdia de Lisboa para um Lar.
A Universal aponta falhas na apuração jornalística da emissora ao afirmar que a TVI não consultou processos judiciais de algumas crianças corretamente. A nota ainda diz que a Justiça já foi acionada: "Essa conduta não poderá passar impune e será devidamente julgada no foro próprio, pelos órgãos judiciais competentes, nos quais Alfredo Paulo Filho será certamente, e uma vez mais, condenado", diz parte da nota. 

Confira a nota na íntegra:
Nos últimos dias, a Igreja Universal do Reino de Deus teve conhecimento de que a TVI pretende promover uma campanha difamatória, mentirosa e que não podemos tolerar.
Toda a matéria que a TVI pretende veicular é baseada no relato e colaboração de Alfredo Paulo Filho.

O referido cidadão deixou de colaborar com a Universal no final do ano de 2013, por acordo voluntário das partes.

A sua saída foi motivada pelas suas condutas impróprias, que tornaram insustentável a sua permanência na Igreja Universal do Reino de Deus, não havendo quaisquer condições para que ele prosseguisse com a sua missão espiritual. Ressalvamos que os bispos e pastores têm de manter um comportamento moral irrepreensível, o que não foi o caso de Alfredo Paulo Filho, que assumiu, ele próprio, ter falhado em seus compromissos, nomeadamente com a sua família, com os fiéis e com a Igreja.
Nos termos do acordo de saída assinado, as partes estariam obrigadas a abster-se de quaisquer comentários, uma sobre a outra, quer sobre a relação que mantiveram no passado, quer sobre qualquer outro assunto presente ou futuro.

Acontece que Alfredo Filho tem, sistematicamente, descumprindo com a sua obrigação de sigilo, o que já motivou a instauração de várias ações, de natureza cível e penal, no Brasil.

Inclusive, Alfredo Paulo Filho já foi condenado pelos tribunais brasileiros a indenizar a Universal no valor de R$ 1,7 milhão (um milhão e setecentos mil reais) por danos morais causados por sua campanha difamatória, também tendo sido ordenada a apreensão do seu passaporte pela Polícia Federal brasileira. Atualmente, se Alfredo Paulo Filho regressar ao Brasil, será imediatamente detido.

Ainda assim, e num total desrespeito pelas autoridades judiciais e pela Igreja Universal do Reino de Deus, Alfredo Paulo Filho pretende agora centrar a sua campanha difamatória em Portugal.

Alfredo Filho tem promovido uma campanha altamente caluniosa e falsa, fazendo tábua rasa do acordo que havia assinado, quer relativo à Universal, quer relativo aos seus bispos, pastores e colaboradores, questionando toda a comunidade da Igreja Universal.

Descontente com a recusa da Universal em lhe pagar qualquer quantia, para a qual não existe sequer fundamento, Alfredo Filho resolveu prosseguir essa campanha ofensiva e atentatória à credibilidade e prestígio da instituição nas redes sociais e, mais recentemente, também na televisão.

Essa conduta não poderá passar impune e será devidamente julgada no foro próprio, pelos órgãos judiciais competentes, nos quais Alfredo Paulo Filho será certamente, e uma vez mais, condenado.

O escritório central da Universal já foi contatado e os seus membros, em Portugal e fora do país europeu, apresentarão inúmeras ações contra TVI em Portugal e no exterior.
As adoções de que temos conhecimento ocorreram em Portugal e foram decretadas pelo Tribunal de Família e Menores de Lisboa (capital portuguesa). Aliás, a matéria que será veiculada fala em adoções ilegais decididas pelos tribunais, o que é um evidente contrassenso.

As crianças foram encaminhadas pela Segurança Social e pela Santa Casa de Misericórdia de Lisboa para um Lar – que evidentemente à época não era ilegal –, e vários pais adotivos se candidataram a adotá-las. Contam-se pelos dedos de uma mão as crianças que foram adotadas por essa via – com decisão judicial, sublinhe-se – por casais ligados à Universal.

Alguns dos agora adultos que foram então adotados já nos contataram e gravarão um depoimento que esclarecerá se foram ou não raptados, e em que condições se encontram.
A própria TVI já nos confirmou que não consultou o processo judicial em que três crianças foram adotadas, o que diz muito de até onde quis ir a investigação.
Os culpados por essa campanha irão ser chamados à Justiça, onde o assunto será tratado.

 

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