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Obama declara emergência na Carolina do Sul após furacão Matthew

- 13 de Outubro por

O presidente americano Barack Obama declarou nesta terça-feira (11) estado de emergência na Carolina do Sul após o furacão Matthew passar pelo estado no final de semana, disse a Casa Branca.

 

A medida disponibiliza recursos federais para os governos local e estadual e certas organizações privadas sem fins lucrativos nos municípios de Beaufort, Berkeley, Charleston, Colleton, Darlington, Dillon, Dorchester, Florence, Georgetown, Horry, Jasper, Marion e Williamsburg.

 

“O presidente declarou hoje que um grande desastre existe no estado da Carolina do Sul e ordenou ajuda federal para complementar os esforços de recuperação local e estadual na área afetada pelo furacão Matthew desde o dia 4 de outubro”, diz a nota divulgada pela Casa Branca.

 

Mais de 20 pessoas morreram nos Estados Unidos devido à passagem do furacão Matthew. A tempestade também provocou estragos em Cuba, na República Dominicana e no Haiti.

 

Devastação no Haiti

O furacão é o mais forte a atingir o Caribe desde 2007, e foi justamente no Haiti que o Matthew causou mais destruição. O país mais pobre das Américas foi devastado por um terremoto em 2010 e até hoje ainda não se recuperou completamente.

 

Matthew deixou pelo menos 473 mortos durante sua passagem pelo Haiti na semana passada, segundo um balanço provisório oficial, divulgado nesta terça-feira (11) pela Defesa Civil. Desde domingo, vigora luto oficial de três dias no Haiti. Outro balanço, divulgado pela agência de notícias Reuters, aponta mil mortos, segundo autoridades locais.

 

Mais de 175 mil haitianos permanecem refugiados em abrigos provisórios, montados em muitas escolas, atrasando o retorno às aulas de 100 mil crianças, como estava previsto pelo ministério da Educação.

 

Toda a parte sul do país ficou alagada pelas chuvas torrenciais e afetada por fortes ventos que castigaram durante várias horas a região. Matthew tocou o solo com força de categoria 4 e avançava com ventos de 230 k/h.

 

Além da destruição, as autoridades e organizações humanitárias temem um importante recrudescimento do cólera por causa das grandes inundações e da falta de acesso à água potável e produtos de higiene nas regiões afetadas.

 

Fonte: G1

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